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Autor: Sofia Prates (Terapeuta Dermatofuncional e Formadora Pedagógica na Sublime Care)

A Drenagem Linfática Manual é uma massagem terapêutica que tem como objetivo estimular o sistema imunitário e linfático, com movimentos extremamente suaves e ascendentes, de maneira a estimular a drenagem natural da linfa, de modo a acelerar o metabolismo, e com isto, eliminar as toxinas do corpo.

A má circulação, a retenção de líquidos, a eliminação de toxinas, o atenuamento de derrames e sua prevenção, a melhoria de oxigenação e recuperação dos tecidos, e o fortalecimento do sistema imunológico, são algumas situações que poderão ser melhoradas e, ou resolvidas com a drenagem linfática manual.

Este tratamento tem duas vertentes importantes, a estética e a terapêutica, e é fundamental na recuperação de um pós-cirúrgico.

Regenera tecidos para reduzir celulite e gordura localizada, reduz edemas e cicatrizes em locais de incisão cirúrgica, reduz o inchaço generalizado, desintoxica o corpo, e ajuda na circulação dos glóbulos brancos para acelerar o processo de cicatrização no pós-operatório.

Num pós-cirúrgico, recomendo aos meus pacientes que iniciem as sessões de drenagem linfática entre o segundo e o sétimo dia, no máximo, após a cirurgia, sendo que as primeiras sessões são de toques leves para não causar desconforto e dor.

É importante que o paciente não desvalorize a drenagem linfática após uma cirurgia, principalmente se for estética, porque esta técnica ajudará na sua recuperação rápida. Permite que os nódulos residuais de gordura não se acumulem, e que a aderência da pele às camadas profundas regenere mais depressa.

Se o tratamento for mal-executado no pós-cirúrgico, a drenagem linfática pode provocar um efeito contrário, podendo assim, piorar varizes e vasos capilares, além de poder gerar flacidez e fibroses. Por isso deverá ser feito em clínicas ou institutos de beleza com terapeutas certificados.

Quem também procura fazer a drenagem linfática são as gestantes, principalmente por prescrição médica. Ajuda na prevenção de retenção de líquidos e edemas, e promove bem-estar diminuindo as dores nas pernas e pés inchados. Devido aos movimentos lentos e suaves pelo corpo, também funciona como forma de relaxamento, reduzindo a ansiedade e o stress.

Em qualquer das vertentes, deverão ser feitas no mínimo dez sessões de drenagem linfática, podendo chegar a trinta sessões o tratamento total, sempre em dias alternados, e cada sessão deve durar entre 35 a 60 minutos, consoante o objetivo.

Como qualquer tratamento, a drenagem linfática tem as suas contraindicações. Não é recomendada em casos de infeções, pois as células contagiadas podem entrar no sistema linfático e espalhar-se pelo corpo inteiro. Também não é aconselhada a quem tem insuficiência cardíaca e renal, cancro em evolução ou hipertensão arterial descontrolada.

Antes de iniciar o tratamento desta técnica, deverá fazer uma ficha de anamnese, para que o terapeuta tenha toda a informação do seu lado, de maneira a avaliar e traçar um plano para atingir o seu objetivo.

Também é importante saber distinguir as diferenças entre drenagem manual e pressoterapia. Na versão manual, os movimentos são feitos com pressões leves, suaves, rítmicas e precisas, onde o objetivo é encaminhar o fluído para fora dos tecidos através dos gânglios linfáticos, onde bactérias, vírus e outros micro-organismos nocivos são eliminados.

Na pressoterapia, não é possível ter a mesma sensibilidade da massagem. Assim, os riscos de comprimir inadequadamente os vasos capilares são muito maiores do que numa drenagem manual.

Nunca um tratamento substitui o outro, daí a importância de fazer uma avaliação corporal e saber o que o cliente pretende.

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